O TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) é um distúrbio neurobiológico crônico que afeta de 3% a 5% das crianças em idade escolar e afeta em sua maioria meninos.
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O transtorno se caracteriza por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Para que seja diagnosticado com TDAH os sintomas devem ser observados antes dos onze anos tem que trazer prejuízo significativo, e os sintomas devem estar presentes em dois ambientes, porém é de fundamental importância que outras causas sejam excluídas para que possamos pensar no TDAH.
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As principais características do transtorno são a dificuldade em manter o foco nas atividades propostas e agitação motora que podem prejudicar o aproveitamento escolar e dificuldade em relacionamentos interpessoais.
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Em todas as faixas etárias de pessoas com TDAH é possível o desenvolvimento de comorbidades, como distúrbios psiquiátricos, ansiedade e depressão que predispõem o adolescente a usar abusivamente álcool e outras drogas.
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Uma das causas estudas é a predisposição genética em famílias que já tenham pessoas com TDAH, nestes casos há uma maior chance de crianças terem TDAH. Outro fator é a a ocorrência de alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina) que estabelecem as conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro como as principais causas do transtorno do déficit de atenção.
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O uso de álcool e drogas na gestação também aumentam a predisposição do bebê nascer com o transtorno, pois estes produtos podem afetar diversas partes do cérebro, inclusive a região frontal, que é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.
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O tratamento varia de acordo a existência, ou não, de comorbidades ou de outras doenças associadas. Basicamente, consiste em psicoterapia e na prescrição de medicamentos, além de um acompanhamento muldisciplinar.